
CINESIOTERAPIA (Do Grego kínesis, movimento e therapeia, terapêutica) - Designação dos processos terapêuticos que visam a reabilitação funcional através da realização de movimentos activos e passivos.
1. INTRODUÇÃO
A Fisioterapia Respiratória pode definir-se como a intervenção no âmbito da Fisioterapia, que utiliza estratégias, meios e técnicas de avaliação e tratamento, não invasivas, que têm como objectivo a optimização do transporte de oxigénio, contribuindo assim para prevenir, reverter ou minimizar disfunções a esse nível, promovendo a máxima funcionalidade e qualidade de vida dos utentes. A intervenção do Fisioterapeuta em utentes com disfunção respiratória ou em risco de a desenvolver baseia-se no seu Exame, Tratamento e Avaliação dos resultados.
Para atingir os seus objectivos, o Fisioterapeuta utiliza técnicas manuais e/ou instrumentais, o exercício, o posicionamento, a educação e o aconselhamento/ensino. A intervenção do Fisioterapeuta na área das condições respiratórias envolve, da parte deste, um exame adequado do utente, uma avaliação dos dados recolhidos que lhe permitam identificar, relacionar e hierarquizar os problemas que podem beneficiar com a sua intervenção (diagnóstico), um domíno ao nível do conhecimento e execução das técnicas de tratamento e necessidade de avaliar os resultados da sua intervenção ao nível da estrutura e função, da actividade e da participação social. A sua intervenção junto de utentes (adultos e crianças) com disfunção respiratória aguda, crónica ou crónica agudizada requer um nível de experiência que só pode ser atingido com uma prática continuada, um conhecimento actualizado, uma avaliação constante dos resultados e uma atitude crítica e reflexiva sobre a sua prática clínica.
O esquema dos componentes ventilatório-cardiovascular-metabólico subjacentes ao transporte de oxigénio, juntamente com o modelo de Incapacidade relacionado com o ICF (International Classification of Functioning, Disability and Health)*, contituem actualmente os modelos de referência para a intervenção do Fisioterapeuta na área das disfunções cardio-respiratórias, permitindo uma actuação onde são tidas em conta as alterações fisiopatológicas e as suas repercussões ao nível dos vários sistemas e orgãos, a evolução e prognóstico da doença, a reversibilidade e irreversibilidade das deficiências/incapacidades, os factores de risco iatrogénicos (hospitalização, actos médicos, imobilidade e acamamento) e as características individuais de cada utente (idade, antecedentes, contexto social e cultural, etc.).
2. INDICAÇÕES
A Fisioterapia Respiratória está indicada, entre outras, em patologias como Pneumonia, Bronquiolite, Asma, Bronquite, Enfisema Pulmonar, Fibrose Quística, Bronquiectasias, DPOC, etc..
3. TÉCNICAS
A Fisioterapia Respiratória socorre-se de várias técnicas, como por exemplo: vibração, aerosolterapia, tosse assistida e/ou dirigida, EDIC, ELTGOL, ACBT, AFE, DRR, entre outras.
(adaptado de Wikipedia)
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